Homem-árvore
Penso
Que insensatamente se porta
Tanto o homem que,
Como balão,
Se perde no céu,
Quanto o homem que,
Como toupeira,
Se prende no solo.
*
A virtude do Homem-árvore
Não está em sua
Prudência à superfície.
Ele estica suas raízes
Até as profundezas,
Arrancando nutrientes da realidade,
Enquanto seus galhos se expandem,
Arranhando as nuvens,
Que destilam beleza.
*
Ó vício, que fizeste
Do Homem
Marionete de sua própria liberdade;
E transformaste
Verdade em Mentira,
Pervertendo
A saúde em confusão,
A fé em dúvida
E a dúvida em ignorância;
Tu não és só extremos,
Se o que chamamos de extremos
É amar intensamente a Fonte.
(Quem é a Fonte?)
*
Se já nos cansamos de fazer o bem,
Que expectação resta?
Mas, se ele não apagará
O que fumega,
A beleza salvará o mundo?
Poesia número 68
Escrita por Thiago Francisco
Em 19/12/2016

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