quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


Homem-árvore



Penso
Que insensatamente se porta

Tanto o homem que,
Como balão,
Se perde no céu,

Quanto o homem que,
Como toupeira,
Se prende no solo.

*

A virtude do Homem-árvore
Não está em sua
Prudência à superfície.

Ele estica suas raízes
Até as profundezas,
Arrancando nutrientes da realidade,

Enquanto seus galhos se expandem,
Arranhando as nuvens,
Que destilam beleza.

*

Ó vício, que fizeste
Do Homem
Marionete de sua própria liberdade;

E transformaste
Verdade em Mentira,
Pervertendo

A saúde em confusão,
A fé em dúvida
E a dúvida em ignorância;

Tu não és só extremos,
Se o que chamamos de extremos
É amar intensamente a Fonte.

(Quem é a Fonte?)

*

Se já nos cansamos de fazer o bem,
Que expectação resta?

Mas, se ele não apagará
O que fumega,

A beleza salvará o mundo?

Poesia número 68
Escrita por Thiago Francisco
Em 19/12/2016

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