quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


O tolo e o sábio


   A primeira grande característica do tolo é não ouvir conselhos, ele segue seu coração enganoso e isso lhe basta.
  As atitudes do tolo são auto-destrutivas, ele se lança em um poço profundo, atraindo sobre si avalanches de problemas e dificuldades. O mais assustador é que ele culpa a todos pelas calamidades ao seu redor; ele não vê, não entende que ele mesmo se lançou ao caos. Ele mesmo se arruinou, tornou-se seu pior inimigo.
   Em primeiro lugar, o sábio sabe que não consegue sozinho, ele precisa de um maestro, alguém superior que venha reger sua vida. Entende que precisa se submeter à vontade desse alguém que é Deus, sendo assim, ele lê com atenção o seu manual. Sabe que fazer o seu próprio querer é perigoso, pode levar a muitos abismos.
   Ele faz de Deus o seu confidente, nos momentos mais difíceis ele repousa no colo do pai; é assim que ele pede socorro.
   O sábio lê o manual e seu coração se alegra. O tolo o interpreta a seu bel prazer. 
   Os olhos do tolo são como os olhos de Ló, que desejou as campinas verdejantes. O sábio vê que, mesmo em meio aos carvalhais, se Deus estiver presente, ali será peodutivo e abençoado.
   O coração do tolo é como o coração de Esaú, diante de uma promessa e um prato de lentilhas, a segunda opção lhe parece muito mais valiosa. Que olhos vendados, tão cegos, tão obscuros!
   Agora notemos a visão de seu irmão, tão clara, com seus olhos totalmente desvendados! Viu a promessa da primogenitura e amou-a. O sábio não só vê e entende as promessas espirituais, mas as ama e as alcança. 
   Sansão, com a visão física perfeita, não via; quando seus olhos foram arrancados, ele enxergou pela primeira vez.
   O tolo só tem olhos físicos, somente enxerga o aparente. Os olhos do sábio contemplam as maravilhas de Deus nesta vida e na Eternidade.

Por Cássia Regina




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