Como se perde o entendimento?
"1. Ora, havendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel. 2. O seu filho primogênito chamava-se Joel, e o segundo Abias; e julgavam em Berseba. 3. Seus filhos, porém, não andaram nos caminhos dele, mas desviaram-se após o lucro e, recebendo peitas, perverteram o juízo."
1 Samuel 8, 1 – 3
Temas como esse têm estado muito em minha mente: juízo, entendimento, bom senso, bom siso, prudência, discernimento.
No dia 02 de novembro do ano passado foi realizado na nossa igreja (Igreja Evangélica Projeto Semear em Boa Vista) um encontro regional que acontece de tempos em tempos. Tivemos 3 palestras abençoadas; dentre as 3, uma em especial falou muito comigo, quando a preletora, irmã Michela, falando sobre Ana disse algo muito interessante:
"Ana pediu ao Senhor um filho e Deus lhe deu não só um filho, mas também um sacerdote e um grande líder; seu filho foi o juiz de Israel. Os dias que antecederam ao nascimento de Samuel foram dias muito difíceis, pois o povo, inconstante, se afastava de Deus rapidamente; e depois voltavam a buscar ao Senhor quando eram assolados por outros povos. Então clamavam a Deus e assim o Senhor levantava alguém para julgar. Quando esse juiz morria, o povo se desviava de novo. A resposta da oração de Ana foi alegria para ela e para todo o povo."
Ao ouvir essa palavra abençoada, fiquei realmente pensando nessa alegria de Ana, no orgulho que ela sentiu ao ver seu filho se dedicar ao Senhor, pois ela o consagrou a Deus, mas não estava em seu poder fazê-lo obedecer. Que lindo!
Porém, meditando mais um pouco nessa história, me veio a tristeza de lembrar que Samuel não teve a mesma alegria de ver seus filhos Joel e Abias realizando a obra do Senhor. Eles foram consagrados e constituídos para julgar a Israel, mas perverteram o juízo; não só no sentido de lidar com o povo e com as leis de Deus, todavia seus próprios juízos estavam obscurecidos. Eles não entenderan, não perceberam o que seu pai entendeu desde criança, o privilégio que é temer a Deus e andar nos seus preceitos.
O que aconteceu com os filhos de Samuel? O que se perdeu dentro deles? Ou o que eles nunca tiveram? O que sabemos é que os filhos de Samuel foram rejeitados por Deus, pelas autoridades da época e pelo povo. Foram os últimos juízes, depois se segue a época dos reis.
É bem provável que houve em Samuel uma grande frustração em relação aos seus filhos, mas Deus não tratou Samuel como tratou o sacerdote Eli, que foi repreendido como pai que acobertava os erros dos filhos. Então supõe-se que Samuel corrigia seus filhos.
Que lição podemos tirar dessa história? Os leitores podem até analisar outros pontos, mas quero aqui salientar apenas 3:
1. Que não haja sentimento de culpa em nós, mas que haja um empenho para que nossos filhos se voltem para Deus.
2. Aos que possuem crianças pequenas, mesmo com tanto embaraço que temos em nossas vidas, não deixem de encucar a Palavra de Deus na vida deles. Mas descansem em Deus, não está em nosso poder o convencimento. Só o Espírito convence.
3. Aos que possuem filhos já crescidos: claro que nós, como pais, nunca vamos deixar de aconselhar. Citando uma frase de Spurgeon: "Nunca devemos falar de Deus aos homens no poder da persuasão, a menos que falemos dos homens a Deus no poder da oração!" Quando clamamos por nossos filhos jovens que se encontram dispersos o foco da nossa oração deve ser que Jesus nasça neles. Só o Senhor pode fazer, é obra exclusiva dEle. Devemos perseverar nesse propósito.
Que o Senhor trazer nossos jovens para sua presença. Amém!
Por Cássia Regina

Amém!palavra muito abençoada. Nossa maior missão evangelística como pais é encucar em nossos pequenos a palavra de Deus e orarmos incansavelmente por eles. E a consequência disto ( salvação) Deus fará.
ResponderExcluirQue Deus possa fazer assim em nossos lares. Que possamos fazer a nossa parte de ensinar e confiar a Ele o resultado.
ExcluirSábias palavras, façamos a nossa parte, que certamente Deus fará a Dele. Parabéns Cássia por essa iniciativa, Deus te abençoe! Marta Lopes
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